">
line
logo
Menu

Clipping

Enxaguante bucal: o que você precisa saber

27/09/2010 às 00:00

Produto é usado para higiene e vendido sem nenhum tipo de orientação. Porém, ele só é benéfico para quem tem doenças periodontais. Para as outras pessoas, seu efeito é nulo.

Usar enxaguante bucal parece ser uma mania entre quem defende que o produto tem atuação imprescindível na higiene dos dentes. Os bochechos têm importância, mas apenas para aqueles que sofrem com doenças periodontais, entre elas cáries e dentes sensíveis. Para as demais pessoas, a atuação do produto é nula, independente da quantidade de vezes em que ele é usado diariamente.

Isso ocorre porque somente a escovação e o uso de fio dental conseguem combater as placas bacterianas, limpar os dentes e a gengiva dos restos de alimentos. Se aliado a uma boa escovação, nos casos específicos, o enxaguante pode sim ser útil. Caso contrário, o produto não será benéfico e pior: pode inclusive aumentar o mau hálito. Além disso, deve ser usado apenas sob a orientação de profissionais. Confira o que dizem os especialistas consultados.

Quem deve usar o enxaguante?

Pessoas em fase de pós-operatório, que tenham sensibilidade nos dentes e que apresentam propensão a cáries. Quem não tem doenças periodontais, faz uma boa higiene bucal e passa pelo dentista periodicamente não precisa usar enxaguantes.

Qual é a utilidade do bochecho?

O enxaguante possui ações germicida e bactericida, mas não consegue penetrar nem remover as placas bacterianas
nem os restos de alimentos entre os dentes. Por isso, ele é considerado um complemento da higiene feita com a escova de dentes e o fio dental.

É recomendado usar todos os dias?

Depende de cada caso. O especialista é quem deve orientar. Se não houver doenças periodontais, não é preciso usar o enxaguante. Já para o controle de cárie, por exemplo, pode-se fazer o bochecho com um produto à base de flúor uma vez por dia, à noite (ajuda no equilíbrio físico-químico do processo de desmineralização dos dentes, e combate a formação da lesão de cárie). Conforme o caso do paciente, recomenda-se usar o enxaguante sempre após cada escovação.

Como escolher entre as variedades?

O especialista é quem deve orientar se o paciente precisa ou não do produto e qual seria o mais indicado. No caso de um paciente que fez clareamento nos dentes, por exemplo, ele é orientado a usar um enxaguante transparente e evitar os líquidos que são coloridos.

Os produtos são diferentes?

Os princípios ativos são diferentes, assim como o aroma, mas a ação é sempre a mesma. Há aqueles indicados para a higiene pós-cirúrgica; os que contêm flúor para controle de cárie; os que visam combater a hipersensibilidade dos dentes; e os que possuem substâncias antibacterianas para eliminar as bactérias bucais.

O enxaguante elimina o mau hálito?

Isso não acontece. Ele pode aliviar o mau hálito na hora, mas a longo prazo não funciona. Pelo contrário, o produto em contato com a placa bacteriana pode inclusive aumentar o mau hálito. Quem tem doenças periodontais deve consultar frequentemente um especialista. E não é indicado usar o enxaguante bucal para tentar eliminar o mau hálito.

As crianças podem usar sem problemas?

O enxaguante das crianças não deve ter flúor nem álcool. Há produtos específicos para essa faixa etária, inclusive com sabores mais agradáveis. A concentração dos agentes bactericidas e germicidas é mais diluída. Até os 8 anos de idade, a criança não deve ter contato com enxaguante que contenha flúor. O excesso de ingestão dessa substância pode provocar fluorose, uma alteração que ocorre durante a formação dos dentes, que podem passar a apresentar manchas brancas. O recomendado é que o produto seja usado por crianças a partir dos 3 ou 4 anos.

Quem deve tomar cuidado com esse tipo de produto?

Pessoas que têm diabetes devem prestar atenção aos enxaguantes que possuem corante por apresentarem um nível de açúcar mais elevado. Enxaguante à base de clorexidina também só pode ser usado quando houver orientação de especialistas, apesar de ser vendido sem prescrição. Ele é indicado em casos de cirurgias, mas apenas para 15 dias de uso, pois pode deixar manchas nos dentes, descamar a bochecha é até causar alteração no paladar.

É perigoso engolir?

Sim, a criança que engolir o enxaguante pode vomitar e ter ressecamento das mucosas da boca e do intestino.

Enxaguante que contém álcool pode fazer mal?

Esse tipo de produto resseca mais a mucosa e deve ser evitados por idosos, pessoas que tenham boca seca, dependentes de álcool e pacientes em tratamento como quimioterapia e radioterapia. Essas pessoas já têm a mucosa ressecada e podem desenvolver feridas na boca e aftas.

O produto pode provocar câncer?

Apesar de existir essa preocupação entre usuários e especialistas, não há pesquisas que comprovem a relação. O que ocorre é que há enxaguantes que contêm álcool e a literatura científica mostra que o excesso dessa substância é um fator que pode estimular o aparecimento de câncer em pessoas que tenham pré-disposição.

Ele pode substituir a escovação?

Não, a escovação é essencial para combater as placas bacterianas. A única maneira de fazer a limpeza dos dentes é
com a escovação mecânica. Sem ela e o fio dental, a eficácia é bastante restrita. Nesses casos, o enxaguante teria a função apenas de aromatizar a boca. Ou seja, a ideia de que quanto mais o produto arde, mais mata bactérias, é falsa.

Clipping

Enxaguante bucal: o que você precisa saber

27/09/2010 às 00:00

Produto é usado para higiene e vendido sem nenhum tipo de orientação. Porém, ele só é benéfico para quem tem doenças periodontais. Para as outras pessoas, seu efeito é nulo.

Usar enxaguante bucal parece ser uma mania entre quem defende que o produto tem atuação imprescindível na higiene dos dentes. Os bochechos têm importância, mas apenas para aqueles que sofrem com doenças periodontais, entre elas cáries e dentes sensíveis. Para as demais pessoas, a atuação do produto é nula, independente da quantidade de vezes em que ele é usado diariamente.

Isso ocorre porque somente a escovação e o uso de fio dental conseguem combater as placas bacterianas, limpar os dentes e a gengiva dos restos de alimentos. Se aliado a uma boa escovação, nos casos específicos, o enxaguante pode sim ser útil. Caso contrário, o produto não será benéfico e pior: pode inclusive aumentar o mau hálito. Além disso, deve ser usado apenas sob a orientação de profissionais. Confira o que dizem os especialistas consultados.

Quem deve usar o enxaguante?

Pessoas em fase de pós-operatório, que tenham sensibilidade nos dentes e que apresentam propensão a cáries. Quem não tem doenças periodontais, faz uma boa higiene bucal e passa pelo dentista periodicamente não precisa usar enxaguantes.

Qual é a utilidade do bochecho?

O enxaguante possui ações germicida e bactericida, mas não consegue penetrar nem remover as placas bacterianas
nem os restos de alimentos entre os dentes. Por isso, ele é considerado um complemento da higiene feita com a escova de dentes e o fio dental.

É recomendado usar todos os dias?

Depende de cada caso. O especialista é quem deve orientar. Se não houver doenças periodontais, não é preciso usar o enxaguante. Já para o controle de cárie, por exemplo, pode-se fazer o bochecho com um produto à base de flúor uma vez por dia, à noite (ajuda no equilíbrio físico-químico do processo de desmineralização dos dentes, e combate a formação da lesão de cárie). Conforme o caso do paciente, recomenda-se usar o enxaguante sempre após cada escovação.

Como escolher entre as variedades?

O especialista é quem deve orientar se o paciente precisa ou não do produto e qual seria o mais indicado. No caso de um paciente que fez clareamento nos dentes, por exemplo, ele é orientado a usar um enxaguante transparente e evitar os líquidos que são coloridos.

Os produtos são diferentes?

Os princípios ativos são diferentes, assim como o aroma, mas a ação é sempre a mesma. Há aqueles indicados para a higiene pós-cirúrgica; os que contêm flúor para controle de cárie; os que visam combater a hipersensibilidade dos dentes; e os que possuem substâncias antibacterianas para eliminar as bactérias bucais.

O enxaguante elimina o mau hálito?

Isso não acontece. Ele pode aliviar o mau hálito na hora, mas a longo prazo não funciona. Pelo contrário, o produto em contato com a placa bacteriana pode inclusive aumentar o mau hálito. Quem tem doenças periodontais deve consultar frequentemente um especialista. E não é indicado usar o enxaguante bucal para tentar eliminar o mau hálito.

As crianças podem usar sem problemas?

O enxaguante das crianças não deve ter flúor nem álcool. Há produtos específicos para essa faixa etária, inclusive com sabores mais agradáveis. A concentração dos agentes bactericidas e germicidas é mais diluída. Até os 8 anos de idade, a criança não deve ter contato com enxaguante que contenha flúor. O excesso de ingestão dessa substância pode provocar fluorose, uma alteração que ocorre durante a formação dos dentes, que podem passar a apresentar manchas brancas. O recomendado é que o produto seja usado por crianças a partir dos 3 ou 4 anos.

Quem deve tomar cuidado com esse tipo de produto?

Pessoas que têm diabetes devem prestar atenção aos enxaguantes que possuem corante por apresentarem um nível de açúcar mais elevado. Enxaguante à base de clorexidina também só pode ser usado quando houver orientação de especialistas, apesar de ser vendido sem prescrição. Ele é indicado em casos de cirurgias, mas apenas para 15 dias de uso, pois pode deixar manchas nos dentes, descamar a bochecha é até causar alteração no paladar.

É perigoso engolir?

Sim, a criança que engolir o enxaguante pode vomitar e ter ressecamento das mucosas da boca e do intestino.

Enxaguante que contém álcool pode fazer mal?

Esse tipo de produto resseca mais a mucosa e deve ser evitados por idosos, pessoas que tenham boca seca, dependentes de álcool e pacientes em tratamento como quimioterapia e radioterapia. Essas pessoas já têm a mucosa ressecada e podem desenvolver feridas na boca e aftas.

O produto pode provocar câncer?

Apesar de existir essa preocupação entre usuários e especialistas, não há pesquisas que comprovem a relação. O que ocorre é que há enxaguantes que contêm álcool e a literatura científica mostra que o excesso dessa substância é um fator que pode estimular o aparecimento de câncer em pessoas que tenham pré-disposição.

Ele pode substituir a escovação?

Não, a escovação é essencial para combater as placas bacterianas. A única maneira de fazer a limpeza dos dentes é
com a escovação mecânica. Sem ela e o fio dental, a eficácia é bastante restrita. Nesses casos, o enxaguante teria a função apenas de aromatizar a boca. Ou seja, a ideia de que quanto mais o produto arde, mais mata bactérias, é falsa.