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Informativo

Como a diabetes mellitus interfere na saúde bucal

14/11/2019 às 23:59

No dia 14 de novembro foi celebrado o Dia Mundial do Diabetes Mellitus. A doença é caracterizada pelo desequilíbrio do nível de glicose no sangue por causa da falta de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, podendo ser classificada nos tipos 1, 2, gestacional e decorrente de outras causas.

Quando o diabetes não é bem controlado podem surgir graves complicações à saúde. De acordo com a cirurgiã-dentista Aida Sabbagh Haddad, integrante da Câmara Técnica de Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais do CROSP, as manifestações clínicas na diabetes mellitus não controlada por um longo tempo levam diversas complicações vasculares, neurológicas e ainda infecções repetidas pela diminuição da resposta imunológica.

Hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, enfermidades coronárias, enfarte do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), como ainda problemas de visão (glaucoma e catarata) que gera cegueira nos casos mais graves, perda da função renal, amputação de membros inferiores, são todas possíveis consequências de um indivíduo que não tem o controle da doença.

Diabetes na boca 

Na boca, o sinal clínico da diabetes não diagnosticada ou sem tratamento pode incluir doença periodontal, diminuição do fluxo salivar, ressecamento de mucosas, hálito cetônico, queilite, candidíase, dificuldades de cicatrização e alterações na microbiota. 

“A doença periodontal é a complicação bucal relacionada a diabetes mais frequente, ocorrendo cerca de duas a quatro vezes mais em pessoas diabéticas do que nas que não possuem a condição. Diabéticos também têm maior tendência à hipertrofia gengival, formação de abscesso, reabsorção alveolar, mobilidade dental, até a perda óssea”, explica a profissional. 

A diabetes sem o devido tratamento de controle interfere na doença periodontal pela diminuição da resposta imunológica celular relacionada aos linfócitos T e macrófagos. A condição também causa diminuição na função dos neutrófilos, alterando sua quimiotaxia, fagocitose e ainda na função de destruição bacteriana. 

Por outro lado, a infecção periodontal também piora a condição geral do paciente diabético. Isso porque a presença bacteriana e/ou viral resulta no aumento da inflamação sistêmica, o que amplia a resistência à insulina. 

Tratamento especializado e interdisciplinar

Para o tratamento odontológico, a(o) cirurgiã(ão)-dentista especializado deve considerar se o indivíduo apresenta diabetes sob controle ou não e se conta com alguma alteração sistêmica, principalmente cardíaca e renal. “Frente a essas condições, o tratamento odontológico deverá ser realizado com a colaboração do médico que o assiste, o qual irá também estabelecer a posologia de insulina e dieta adequadas”, finaliza Aida Sabbagh Haddad. 

A Câmara Técnica de Odontologia para Pessoas com Necessidades Especiais indica que o tratamento educativo preventivo da saúde bucal também é essencial para evitar complicações mais graves em pacientes diabéticos.

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Como a diabetes mellitus interfere na saúde bucal

14/11/2019 às 23:59

No dia 14 de novembro foi celebrado o Dia Mundial do Diabetes Mellitus. A doença é caracterizada pelo desequilíbrio do nível de glicose no sangue por causa da falta de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, podendo ser classificada nos tipos 1, 2, gestacional e decorrente de outras causas.

Quando o diabetes não é bem controlado podem surgir graves complicações à saúde. De acordo com a cirurgiã-dentista Aida Sabbagh Haddad, integrante da Câmara Técnica de Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais do CROSP, as manifestações clínicas na diabetes mellitus não controlada por um longo tempo levam diversas complicações vasculares, neurológicas e ainda infecções repetidas pela diminuição da resposta imunológica.

Hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, enfermidades coronárias, enfarte do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), como ainda problemas de visão (glaucoma e catarata) que gera cegueira nos casos mais graves, perda da função renal, amputação de membros inferiores, são todas possíveis consequências de um indivíduo que não tem o controle da doença.

Diabetes na boca 

Na boca, o sinal clínico da diabetes não diagnosticada ou sem tratamento pode incluir doença periodontal, diminuição do fluxo salivar, ressecamento de mucosas, hálito cetônico, queilite, candidíase, dificuldades de cicatrização e alterações na microbiota. 

“A doença periodontal é a complicação bucal relacionada a diabetes mais frequente, ocorrendo cerca de duas a quatro vezes mais em pessoas diabéticas do que nas que não possuem a condição. Diabéticos também têm maior tendência à hipertrofia gengival, formação de abscesso, reabsorção alveolar, mobilidade dental, até a perda óssea”, explica a profissional. 

A diabetes sem o devido tratamento de controle interfere na doença periodontal pela diminuição da resposta imunológica celular relacionada aos linfócitos T e macrófagos. A condição também causa diminuição na função dos neutrófilos, alterando sua quimiotaxia, fagocitose e ainda na função de destruição bacteriana. 

Por outro lado, a infecção periodontal também piora a condição geral do paciente diabético. Isso porque a presença bacteriana e/ou viral resulta no aumento da inflamação sistêmica, o que amplia a resistência à insulina. 

Tratamento especializado e interdisciplinar

Para o tratamento odontológico, a(o) cirurgiã(ão)-dentista especializado deve considerar se o indivíduo apresenta diabetes sob controle ou não e se conta com alguma alteração sistêmica, principalmente cardíaca e renal. “Frente a essas condições, o tratamento odontológico deverá ser realizado com a colaboração do médico que o assiste, o qual irá também estabelecer a posologia de insulina e dieta adequadas”, finaliza Aida Sabbagh Haddad. 

A Câmara Técnica de Odontologia para Pessoas com Necessidades Especiais indica que o tratamento educativo preventivo da saúde bucal também é essencial para evitar complicações mais graves em pacientes diabéticos.