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Informativo

Diagnóstico reservado, aposentadoria do cirurgião-dentista e comunicação com paciente são destaques da Arena CIOSP

04/02/2019 às 14:21

A Arena CIOSP, espaço dedicado a palestras e esclarecimentos de temas práticos do dia a dia profissional de cirurgiões-dentistas, trouxe ao centro do palco, no terceiro dia do Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, temas como conflitos com pacientes, formas de aposentadoria do cirurgião-dentista e abordagem e acolhimento de pacientes com prognósticos ruins.

No painel “Como abordar e acolher pacientes e acompanhantes em situações de diagnóstico reservado na Odontologia” as Câmaras Técnicas de Estomatologia, Pacientes com Necessidades Especiais e Periodontia do CROSP abordaram questões terapêuticas e de comunicação.

A CT de Estomatologia apresentou casos clínicos de câncer bucal e doenças sexualmente transmissíveis. O presidente da CT, Fábio de Abreu Alves, reforçou que o melhor caminho é não assustar o paciente com um diagnóstico definitivo. “O importante é alertar o paciente sobre a possibilidade de tais doenças, mas lembrar que somente após os exames laboratoriais é que o cirurgião-dentista pode dar o diagnóstico”, reforçou.

Rodrigo de Moraes, membro da CT de Periodontia, ressaltou que, em muitos casos, o cirurgião-dentista é o primeiro profissional a detectar uma possível doença sistêmica. “É indispensável que o profissional tenha um diagnóstico preciso. Por isso, ao detectar algum problema, deve encaminhar o paciente para a área médica”, alertou Moraes.

A presidente da Câmara Técnica de Pacientes com Necessidades Especiais, Adriana Zink, enfatizou a abordagem feita com os portadores de deficiências em diagnósticos negativos. Segundo ela, é preciso saber as limitações do paciente e, se for o caso, estabelecer um relacionamento com o seu representante legal.

O profissional também terá que saber lidar com situações adversas, como ao identificar sinais de maus tratos ou detectar uma possível doença sexualmente transmitida ao paciente. Nessas situações, Adriana Zink recomendou que “investigar, ouvir todos que convivem com o paciente para, assim, conhecer a origem do problema e avaliar se o caso deve ser tratado pelo Conselho Tutelar e/ou Delegacia da Pessoa com Deficiência”.

 

Aposentadoria

Em sua apresentação, Fernando Versignassi, explicou os tipos de aposentadoria que o cirurgião-dentista pode optar - especial, por idade e por contribuição. O palestrante orientou sobre como fazer a inscrição na previdência social, e abordou os benefícios do INSS, como assistências, pensões e aposentadorias.

Versignassi também reforçou a importância do planejamento previdenciário, tendo em vista que o cirurgião-dentista deve pensar na aposentadoria ao longo de todo o percurso profissional. “É importante ter a documentação em dia para o cirurgião-dentista não enfrentar dificuldades ao solicitar a sua aposentadoria”, salientou Versignassi.

Evitando conflitos com pacientes

Finalizando o terceiro dia de atividades no espaço Arena CIOSP, a assessora do CROSP e da APCD, Roberta Rizzo, orientou os profissionais sobre como lidar com os problemas que podem surgir no relacionamento entre profissionais e pacientes. Rizzo alertou que a possibilidade de conflito aumenta quando há problemas na comunicação; de acordo com ela, 98% dos processos éticos no estado de São Paulo são causados por falha na comunicação entre profissional e paciente.

“A documentação resguarda o cirurgião-dentista em casos de processos jurídicos, por isso é fundamental documentar todos os passos do atendimento, desde a anamnese”, ressaltou Rizzo. “Para minimizar riscos de problemas, é importante que o profissional respeite todos os princípios éticos, estabeleça um bom relacionamento com o paciente e crie um vínculo de confiança”, finalizou a assessora do CROSP e da APCD.

Informativo

Diagnóstico reservado, aposentadoria do cirurgião-dentista e comunicação com paciente são destaques da Arena CIOSP

04/02/2019 às 14:21

A Arena CIOSP, espaço dedicado a palestras e esclarecimentos de temas práticos do dia a dia profissional de cirurgiões-dentistas, trouxe ao centro do palco, no terceiro dia do Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, temas como conflitos com pacientes, formas de aposentadoria do cirurgião-dentista e abordagem e acolhimento de pacientes com prognósticos ruins.

No painel “Como abordar e acolher pacientes e acompanhantes em situações de diagnóstico reservado na Odontologia” as Câmaras Técnicas de Estomatologia, Pacientes com Necessidades Especiais e Periodontia do CROSP abordaram questões terapêuticas e de comunicação.

A CT de Estomatologia apresentou casos clínicos de câncer bucal e doenças sexualmente transmissíveis. O presidente da CT, Fábio de Abreu Alves, reforçou que o melhor caminho é não assustar o paciente com um diagnóstico definitivo. “O importante é alertar o paciente sobre a possibilidade de tais doenças, mas lembrar que somente após os exames laboratoriais é que o cirurgião-dentista pode dar o diagnóstico”, reforçou.

Rodrigo de Moraes, membro da CT de Periodontia, ressaltou que, em muitos casos, o cirurgião-dentista é o primeiro profissional a detectar uma possível doença sistêmica. “É indispensável que o profissional tenha um diagnóstico preciso. Por isso, ao detectar algum problema, deve encaminhar o paciente para a área médica”, alertou Moraes.

A presidente da Câmara Técnica de Pacientes com Necessidades Especiais, Adriana Zink, enfatizou a abordagem feita com os portadores de deficiências em diagnósticos negativos. Segundo ela, é preciso saber as limitações do paciente e, se for o caso, estabelecer um relacionamento com o seu representante legal.

O profissional também terá que saber lidar com situações adversas, como ao identificar sinais de maus tratos ou detectar uma possível doença sexualmente transmitida ao paciente. Nessas situações, Adriana Zink recomendou que “investigar, ouvir todos que convivem com o paciente para, assim, conhecer a origem do problema e avaliar se o caso deve ser tratado pelo Conselho Tutelar e/ou Delegacia da Pessoa com Deficiência”.

 

Aposentadoria

Em sua apresentação, Fernando Versignassi, explicou os tipos de aposentadoria que o cirurgião-dentista pode optar - especial, por idade e por contribuição. O palestrante orientou sobre como fazer a inscrição na previdência social, e abordou os benefícios do INSS, como assistências, pensões e aposentadorias.

Versignassi também reforçou a importância do planejamento previdenciário, tendo em vista que o cirurgião-dentista deve pensar na aposentadoria ao longo de todo o percurso profissional. “É importante ter a documentação em dia para o cirurgião-dentista não enfrentar dificuldades ao solicitar a sua aposentadoria”, salientou Versignassi.

Evitando conflitos com pacientes

Finalizando o terceiro dia de atividades no espaço Arena CIOSP, a assessora do CROSP e da APCD, Roberta Rizzo, orientou os profissionais sobre como lidar com os problemas que podem surgir no relacionamento entre profissionais e pacientes. Rizzo alertou que a possibilidade de conflito aumenta quando há problemas na comunicação; de acordo com ela, 98% dos processos éticos no estado de São Paulo são causados por falha na comunicação entre profissional e paciente.

“A documentação resguarda o cirurgião-dentista em casos de processos jurídicos, por isso é fundamental documentar todos os passos do atendimento, desde a anamnese”, ressaltou Rizzo. “Para minimizar riscos de problemas, é importante que o profissional respeite todos os princípios éticos, estabeleça um bom relacionamento com o paciente e crie um vínculo de confiança”, finalizou a assessora do CROSP e da APCD.