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CROSP Presente

Educação a distância é debatida pela primeira vez em audiência na Câmara Municipal de São Paulo

17/08/2018 às 14:30

Em 14.08 foi realizada, na Câmara Municipal de São Paulo, uma audiência pública sobre a modalidade de educação a distância nos cursos de ensino superior da esfera da saúde. O objetivo foi debater os impactos negativos do EAD na totalidade da graduação.

Como resultado da reunião, foi escrita uma moção de repúdio à modalidade EAD 100% nos cursos superiores, a qual será apresentada no plenário da casa legislativa a fim de angariar apoio contra a educação a distância. (confira aqui)

Estiveram presentes na reunião, organizada pela Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher, os representantes dos conselhos que formam o Grupo de Trabalho (GT) de Educação do FCAFS. Entre eles o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), representado pelo secretário geral Marco Manfredini.

De acordo com o conselheiro, a importância do evento também se deve ao local em que foi realizado. A Câmara Municipal é a maior casa legislativa do âmbito no País, tendo em sua formação 55 vereadores. Isso aumenta “o apoio a uma luta nacional na defesa da saúde da população”.

Para o conselheiro é importante frisar que o Fórum não é contra as ferramentas utilizadas na modalidade EAD, mas ao uso desta na totalidade dos cursos. No entendimento do FCAFS, o limite do uso da técnica é de 20% da grade curricular. No entanto, atualmente, há cursos que são realizados 100% neste modelo.

A diretora-tesoureira do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, Danyelle Cristine Marini, afirmou que frequentemente os argumentos em defesa do EAD giram em torno do acesso ao ensino superior no Brasil. Contudo, “o acesso à educação nessa situação não significa necessariamente uma preocupação com a acessibilidade em si”. Para ela, em razão disso, o EAD em larga escala se torna inconstitucional.

No presente momento, dois projetos de lei seguem na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) que visam, em esferas diferentes, proibir a modalidade nas graduações da área da saúde. O Projeto de Lei 547 de 2016 prevê o impedimento na área de cursos técnicos de enfermagem, já o Projeto de Lei 52, de 2017, o ensino superior de todos os cursos no Estado de São Paulo. Outro ponto discutido durante a audiência foi a pressão que um possível apoio da Câmara Municipal da cidade pode causar na ALESP em favor da votação dessas duas proposições.

No âmbito federal, o Projeto de Lei 5414 de 2016, que tramita na Câmara dos Deputados, na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), prevê a alteração do artigo 80 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que incentiva o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância em curso da área de saúde. Na esfera do Município de São Paulo, o Projeto de Lei 328 de 2018 também proíbe o EAD na área da saúde.

Por fim, segundo Paulo Sérgio Galletta, representante do Conselho Federal de Odontologia, o movimento que está se formando contra a ferramenta em sua totalidade na graduação é importante. “É um momento em que a luta está tomando corpo, espero que chegue até Brasília”, afirmou.

O FCAFS é formado por 14 conselhos da área da saúde, totalizando mais de 1,5 milhão de profissionais. Do total, 10 compareceram ao evento, incluindo o CROSP. Entre eles o Conselho Regional de Biomedicina 1º Região, o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo, o Conselho Regional de Nutricionistas de São Paulo, o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, o Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, o Conselho Regional de Educação Física da 4ª Região, o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, o Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região São Paulo, o Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo 9ª Região e o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de São Paulo.

CROSP Presente

Educação a distância é debatida pela primeira vez em audiência na Câmara Municipal de São Paulo

17/08/2018 às 14:30

Em 14.08 foi realizada, na Câmara Municipal de São Paulo, uma audiência pública sobre a modalidade de educação a distância nos cursos de ensino superior da esfera da saúde. O objetivo foi debater os impactos negativos do EAD na totalidade da graduação.

Como resultado da reunião, foi escrita uma moção de repúdio à modalidade EAD 100% nos cursos superiores, a qual será apresentada no plenário da casa legislativa a fim de angariar apoio contra a educação a distância. (confira aqui)

Estiveram presentes na reunião, organizada pela Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher, os representantes dos conselhos que formam o Grupo de Trabalho (GT) de Educação do FCAFS. Entre eles o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), representado pelo secretário geral Marco Manfredini.

De acordo com o conselheiro, a importância do evento também se deve ao local em que foi realizado. A Câmara Municipal é a maior casa legislativa do âmbito no País, tendo em sua formação 55 vereadores. Isso aumenta “o apoio a uma luta nacional na defesa da saúde da população”.

Para o conselheiro é importante frisar que o Fórum não é contra as ferramentas utilizadas na modalidade EAD, mas ao uso desta na totalidade dos cursos. No entendimento do FCAFS, o limite do uso da técnica é de 20% da grade curricular. No entanto, atualmente, há cursos que são realizados 100% neste modelo.

A diretora-tesoureira do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, Danyelle Cristine Marini, afirmou que frequentemente os argumentos em defesa do EAD giram em torno do acesso ao ensino superior no Brasil. Contudo, “o acesso à educação nessa situação não significa necessariamente uma preocupação com a acessibilidade em si”. Para ela, em razão disso, o EAD em larga escala se torna inconstitucional.

No presente momento, dois projetos de lei seguem na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) que visam, em esferas diferentes, proibir a modalidade nas graduações da área da saúde. O Projeto de Lei 547 de 2016 prevê o impedimento na área de cursos técnicos de enfermagem, já o Projeto de Lei 52, de 2017, o ensino superior de todos os cursos no Estado de São Paulo. Outro ponto discutido durante a audiência foi a pressão que um possível apoio da Câmara Municipal da cidade pode causar na ALESP em favor da votação dessas duas proposições.

No âmbito federal, o Projeto de Lei 5414 de 2016, que tramita na Câmara dos Deputados, na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), prevê a alteração do artigo 80 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que incentiva o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância em curso da área de saúde. Na esfera do Município de São Paulo, o Projeto de Lei 328 de 2018 também proíbe o EAD na área da saúde.

Por fim, segundo Paulo Sérgio Galletta, representante do Conselho Federal de Odontologia, o movimento que está se formando contra a ferramenta em sua totalidade na graduação é importante. “É um momento em que a luta está tomando corpo, espero que chegue até Brasília”, afirmou.

O FCAFS é formado por 14 conselhos da área da saúde, totalizando mais de 1,5 milhão de profissionais. Do total, 10 compareceram ao evento, incluindo o CROSP. Entre eles o Conselho Regional de Biomedicina 1º Região, o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo, o Conselho Regional de Nutricionistas de São Paulo, o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, o Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, o Conselho Regional de Educação Física da 4ª Região, o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, o Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região São Paulo, o Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo 9ª Região e o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de São Paulo.