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Informativo

Taxa de Resíduos Sólidos de Saúde podem ser revistas

12/06/2015 às 10:06

Os critérios de cobrança da Taxa de Resíduos Sólidos de Saúde (TRSS) há tempos é motivo de preocupação para os profissionais da Odontologia. Por isso, o CROSP tem levado a questão para discussão junto ao poder público. Nesta quarta-feira (10.06), em audiência na Câmara dos Vereadores de São Paulo, o tema foi destaque.

A cobrança hoje não condiz com a quantidade de lixo produzida pelas clínicas e consultórios. Para se ter uma ideia, muitas vezes apenas um décimo do total estabelecido é descartado. Na audiência pública sobre “Saúde Bucal no município de São Paulo", o secretário do CROSP, Marco Manfredini, destacou ainda que o pedido de revisão da taxa vem sendo objeto de luta há vários anos.

“Já pedimos a revisão da Taxa de Resíduos Sólidos de Saúde, mas até agora não conseguimos. A cobrança pela produção de 20kg está muito acima da realidade e isso afeta mais de 15 mil profissionais”, aponta Manfredini.

Além do Secretário do Conselho, ainda estiveram na audiência os vereadores Rubens Calvo (que presidiu a sessão), Wadih Mutran, Aníbal de Freitas, Patrícia Bezerra e Gilberto Natalini (proponente do encontro) que formam a Comissão de Saúde no Legislativo.

Euripedes Balsanufo Carvalho, representando a Secretaria Municipal de Saúde, os presidentes da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas (ABCD), Silvio Cecchetto; da Associação Odontológica da Prefeitura de São Paulo, Rubens Orlandi; e Ueide Fontana, da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, compuseram a mesa.

Além do descontentamento com a cobrança da TRSS, eles apontaram outros temas importantes como a necessidade de equiparação do piso salarial para todos os profissionais de saúde bucal, em São Paulo, investimento na formação e melhorias na rede física.

“Não fomos atendidos em nossos pedidos, em especial a equiparação de salário. No passado o piso era o mesmo para todos com nível superior em Saúde. Hoje, só os médicos recebem mais”, aponta Orlandi. Assim como ele, o presidente da ABCD e o representante da APCD também se mostraram insatisfeitos com o atual cenário da Odontologia. O presidente da ABCD destacou que não só os profissionais da área, mas toda a população, perde com isso. “É importante estarmos juntos da população e a quantidade de profissionais hoje está aquém do número de dentistas necessários na rede pública”.

Manfredini também destacou a necessidade de um número maior de profissionais na rede pública. “O concurso realizado recentemente abriu  200 vagas, mas sabemos que houve dezenas de profissionais que não assumiram em virtude do baixo salário inicial. Outro problema é que se passaram 20 anos, a cidade cresceu, o número de acidentes e a violência aumentaram, mas a quantidade de especialistas como buco-maxilo facial, na rede pública, não acompanhou esta nova demanda”. Em sua participaçao, o representante do CROSP apontou as parcerias do CROSP com a Prefeitura, no Programa São Paulo Carinhosa e nas Secretarias Municipais de Saúde e Educação.

O cirurgião-dentista, José Luiz Calvo, também presente na solenidade, acrescentou à pauta a necessidade de incluir os especialistas em cirurgia buco-maxilo facial na liberação do rodízio de carros na Capital. “Também acredito que há necessidade de mais incentivo para o aperfeiçoamento do profissional”, ressalta.

Adriana Zink, também cirurgiã-dentista, apontou a falta de profissionais especializados no tratamento de pacientes com deficiência. “O serviço público hoje não acolhe essas pessoas. Acredito que para tanto o incentivo à formação deveria começar nas faculdades que precisam adotar a disciplina em seu currículo”, sugere.

Depois de ouvir todas as reivindicações, o representante da Secretaria de Saúde apontou que a Prefeitura tem trabalhado para dar condições de melhorias ao profissional da área, mas reconhece que o atual projeto precisa de correção. “É óbvio que o ideal é que todos da Saúde recebam salários próximos. Nós partilhamos esse princípio e procuramos ser sensíveis. Agora estamos pagando o retroativo, trabalhando para aumentar os quadros e acho possível avançar em outras questões como a do lixo”, disse Carvalho.

Ao final, para o vereador Natalini, o resultado do encontro foi positivo. “Foi muito produtivo no sentido de dar a palavra para a classe. Me parecem questões repetitivas que não foram resolvidas. Acho que cabe novo Projeto de Lei e a minha sugestão é sentarmos para conversar na realização  deste documento, para que não chegue aqui cheio de problemas e tenhamos de refazer”.

Em 2014

Está não é a primeira audiência realizada junto ao Poder Legislativo. No ano passado os profissionais da categoria também reivindicaram praticamente as mesmas questões. Até agora, o que conseguiram foi a mudança no plano de carreira, referente a recomposição parcial dos salários das jornadas de trabalho. O concurso público mencionado anteriormente também aumentou o quadro de dentistas na rede municipal. Foram abertas 200 vagas e, de acordo com a Pasta, 180 estão preenchidas. Hoje são 446 unidades de Saúde Bucal na cidade.

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Taxa de Resíduos Sólidos de Saúde podem ser revistas

12/06/2015 às 10:06

Os critérios de cobrança da Taxa de Resíduos Sólidos de Saúde (TRSS) há tempos é motivo de preocupação para os profissionais da Odontologia. Por isso, o CROSP tem levado a questão para discussão junto ao poder público. Nesta quarta-feira (10.06), em audiência na Câmara dos Vereadores de São Paulo, o tema foi destaque.

A cobrança hoje não condiz com a quantidade de lixo produzida pelas clínicas e consultórios. Para se ter uma ideia, muitas vezes apenas um décimo do total estabelecido é descartado. Na audiência pública sobre “Saúde Bucal no município de São Paulo", o secretário do CROSP, Marco Manfredini, destacou ainda que o pedido de revisão da taxa vem sendo objeto de luta há vários anos.

“Já pedimos a revisão da Taxa de Resíduos Sólidos de Saúde, mas até agora não conseguimos. A cobrança pela produção de 20kg está muito acima da realidade e isso afeta mais de 15 mil profissionais”, aponta Manfredini.

Além do Secretário do Conselho, ainda estiveram na audiência os vereadores Rubens Calvo (que presidiu a sessão), Wadih Mutran, Aníbal de Freitas, Patrícia Bezerra e Gilberto Natalini (proponente do encontro) que formam a Comissão de Saúde no Legislativo.

Euripedes Balsanufo Carvalho, representando a Secretaria Municipal de Saúde, os presidentes da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas (ABCD), Silvio Cecchetto; da Associação Odontológica da Prefeitura de São Paulo, Rubens Orlandi; e Ueide Fontana, da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, compuseram a mesa.

Além do descontentamento com a cobrança da TRSS, eles apontaram outros temas importantes como a necessidade de equiparação do piso salarial para todos os profissionais de saúde bucal, em São Paulo, investimento na formação e melhorias na rede física.

“Não fomos atendidos em nossos pedidos, em especial a equiparação de salário. No passado o piso era o mesmo para todos com nível superior em Saúde. Hoje, só os médicos recebem mais”, aponta Orlandi. Assim como ele, o presidente da ABCD e o representante da APCD também se mostraram insatisfeitos com o atual cenário da Odontologia. O presidente da ABCD destacou que não só os profissionais da área, mas toda a população, perde com isso. “É importante estarmos juntos da população e a quantidade de profissionais hoje está aquém do número de dentistas necessários na rede pública”.

Manfredini também destacou a necessidade de um número maior de profissionais na rede pública. “O concurso realizado recentemente abriu  200 vagas, mas sabemos que houve dezenas de profissionais que não assumiram em virtude do baixo salário inicial. Outro problema é que se passaram 20 anos, a cidade cresceu, o número de acidentes e a violência aumentaram, mas a quantidade de especialistas como buco-maxilo facial, na rede pública, não acompanhou esta nova demanda”. Em sua participaçao, o representante do CROSP apontou as parcerias do CROSP com a Prefeitura, no Programa São Paulo Carinhosa e nas Secretarias Municipais de Saúde e Educação.

O cirurgião-dentista, José Luiz Calvo, também presente na solenidade, acrescentou à pauta a necessidade de incluir os especialistas em cirurgia buco-maxilo facial na liberação do rodízio de carros na Capital. “Também acredito que há necessidade de mais incentivo para o aperfeiçoamento do profissional”, ressalta.

Adriana Zink, também cirurgiã-dentista, apontou a falta de profissionais especializados no tratamento de pacientes com deficiência. “O serviço público hoje não acolhe essas pessoas. Acredito que para tanto o incentivo à formação deveria começar nas faculdades que precisam adotar a disciplina em seu currículo”, sugere.

Depois de ouvir todas as reivindicações, o representante da Secretaria de Saúde apontou que a Prefeitura tem trabalhado para dar condições de melhorias ao profissional da área, mas reconhece que o atual projeto precisa de correção. “É óbvio que o ideal é que todos da Saúde recebam salários próximos. Nós partilhamos esse princípio e procuramos ser sensíveis. Agora estamos pagando o retroativo, trabalhando para aumentar os quadros e acho possível avançar em outras questões como a do lixo”, disse Carvalho.

Ao final, para o vereador Natalini, o resultado do encontro foi positivo. “Foi muito produtivo no sentido de dar a palavra para a classe. Me parecem questões repetitivas que não foram resolvidas. Acho que cabe novo Projeto de Lei e a minha sugestão é sentarmos para conversar na realização  deste documento, para que não chegue aqui cheio de problemas e tenhamos de refazer”.

Em 2014

Está não é a primeira audiência realizada junto ao Poder Legislativo. No ano passado os profissionais da categoria também reivindicaram praticamente as mesmas questões. Até agora, o que conseguiram foi a mudança no plano de carreira, referente a recomposição parcial dos salários das jornadas de trabalho. O concurso público mencionado anteriormente também aumentou o quadro de dentistas na rede municipal. Foram abertas 200 vagas e, de acordo com a Pasta, 180 estão preenchidas. Hoje são 446 unidades de Saúde Bucal na cidade.